VENTO IMAGINÁRIO
Existem momentos em que o pior já se foi,
Pois o que era hoje, sempre foi meu pesadelo,
Cúmplice a promessa, vai sem sonhar,
Pois sou feito de um novo sol radiante,
Que vem me despertar,
Sendas do meu pensar,
Coisas que o tempo desfaz como pétalas de flor,
Sendo o mesmo em muitas lágrimas de amor,
Eis o meu pesadelo, sonho derradeiro,
Que como um caminho sem fim,
Despertando o que há em mim,
Hoje, sempre hoje, apenas hoje,
E o momento que lamentávelmente era eu,
Agora se destrói em lágrimas,
Vejo que o mundo imaginado me consumiu,
Sonho de criança, pois vejo a esperança,
Que se desmanchou em ilusões,
No dia em que partiu,
Visto que em cada despedida,
Somente com partidas me faz acomodar,
Já tenho as marcas do tempo que me faz calar,
E dos meus sonhos pausados a me a despertar,
Apenas uma partida,
Apenas despedidas,
Somente o vento que se desfaz,
Imaginário mais que humano, vivo a sonhar.
Jorge Mello