Estou cansada da sua indecisão. Você diz não saber se me ama ou não. Eu sega de amor ainda tenho esperanças de um dia você descobrir, mas enquanto isso eu vou perdendo o meu tempo em um relacionamento sem futuro. Eu não tenho mais tempo para esperar você se decidir. Eu só estou me magoando á cada dia que passa, estou sofrendo e você nem nota, você sabe que eu te amo e mesmo assim não se importa. Eu deixei tudo por esse amor, por você. Vários "contatinhos" , vários "crush", tudo por que eu me apaixonei por você e do que adiantou se você não me ama, se você só quer se divertir. Eu estou disposta á matar esse amor dentro de mim, vou afoga-lo com as minhas lagrimas, mas eu sei que um dia vou te esquecer, vou seguir em frente, espero que seja feliz, pois eu vou fazer o possível para ser também. Anônimo
Estou cansada do tempo , do tempo que não volta mais , que brincava , que corria e agora não faz mais.
Estou cansada do tempo , que me faz emocionar segurando a flor vermelha sem não ter para quem dar.
Estou cansada do tempo , que continua a dançar , mas por mais que eu me esforce , não consigo acompanhar.
Estou cansada do tempo , que não para de passar , vai na frente e corre tanto e eu atrás bem devagar;
Estou cansada do tempo, de sentar e esperar o momento que esse tempo, vai parar pra descansar.
Regina Coeli
Eu vou te falar a verdade agora, estou cansada de ficar desviando desse assunto cada vez que ele passa em nossas cabeças.
Minha vida não é a mesma sem voce, ela nunca poderia ser.
Eu ainda penso em você, ainda rio quando lembro de alguns momentos, e logo depois choro, choro como uma criança por saber que não vou mais tê-los.
Você ocupou um espaço enorme da minha vida, que nunca alguém poderia ocupar. Mas ainda assim você foi embora sem nem dizer adeus.
Eu sempre falei demais de você, dos seus defeitos, da suas qualidades, das vezes que voce me irritava que era praticamente 24h por dia, e é isso que eu sinto tanta falta.
Sinto falta das nossas brigas, daquele estresse constante que acabava sempre que voce pedia desculpas e sempre se uma forma inesperada que me deixava tão feliz.
Sinto falta dos seus pedidos de desculpa. De chegar em casa e ter uma mensagem para mim, você nunca foi bom com palavras quando ditas, não gostava de falar, prefiria escrever, e assim escrevia exatamente o que eu queria ouvir, você me conhecia.
Sinto falta de você se importar, de poder me importar, de perguntar se está tudo bem e você poder responder com toda a sinceridade.
Sinto falta de quando você ainda confiava em mim, de ouvir suas histórias, de te dar conselhos.
Sinto falta dos meus dramas, de falar que te odiava, de falar que voce não me dava atenção, mesmo sabendo que esse era seu jeito.
As pessoas ficavam falando, "voce gosta dele ne? Pelo menos já gostou.", mas ninguém poderia entender.
O que eu sentia por você era sim muito forte, eu te amava e não queria ficar longe de você, mas não era esse amor que todos conhecem. Era uma amizade muito forte, como se você fizesse parte de mim, como se você estivesse na minha vida ha muito tempo, era como se fossemos conectados e nada podesse mudar isso.
Eu nunca consegui explicar para ninguém, e não sei nem se voce entenderia.
Mas eu te odiava com todo o meu coração também, odiava porque eu não conseguia te deixar ir, não conseguia não me importar de você estava bem ou não, eu sempre fui muito consciente da sua existencia e isso me incomodava.
As coisas nunca vão ser como eram antes, mas eu ainda me sinto conectada a você. Eu só queria que você soubesse, eu te amo e eu te odeio, e eu sempre estarei aqui não importa o que aconteça.
Isabel Fernandes
O corpo reage ao coração ou reage à mente?
08/05/09
Estou tão cansada. Quase não tenho força. Hoje estou naqueles dias em que dá vontade de dormir e acordar dez anos depois. Você já ouviu falar em sono reparador? Queria dormir e acordar dez anos mais linda e dez anos mais burra.
Interessa a você saber que estou apaixonada?
Impressionante como essa palavra acorda os outros. Eu estou apaixonada, mas não é por uma pessoa. Estou apaixonada pela lembrança de algo leve, solto e rápido, como uma bola de gás que escapa da nossa mão e passa a ficar cada vez menor e mais distante. Estou apaixonada pelo impacto da vida, por um tiro certeiro e bem mirado, pelo arrebatamento provocado pelo descuido das minhas defesas. Quem está no comando dentro de nós? Andei flertando com o perigo e no entanto o perigo estava dentro de mim, dentro desse coração que empacou nos 15 anos, aquela época em que eu era uma velha e acreditava no amor. Toda mulher romântica é uma idosa. Não acredito que eu tenha caído nessa cilada, me apaixonar por uma situação. Por que não estou apaixonada por alguém, estou apaixonada por algo. Algo completamente inatingível. Estou apaixonada por marcar encontros, por receber mensagens safadas, emails, por estacionar olhando pros lados, temendo ser reconhecida. Apaixonada por entrar no apartamento de um estranho, por tirar a roupa, por gozar com um estranho. Apaixonada por aquilo que inspira os filmes B e os romances vendidos em banca. Quem está no comando, me diga? É claro que ele tem rosto, nome e sobrenome. Mas isolado, longe do cenário, ele não me comove. Ele me comove acionando em mim a outra, aquela que só deixo sair da casca de vez em quando. Ele é o xerife que dá liberdade condicional ao meu lado fora-da-lei. Se o xerife desiste da brincadeira, ela precisa voltar pra sua prisão domiciliar. Não me venha falar de outros namorados, não me interessa uma transferência imediata, seria simplista demais. Quero o circo todo a que tenho direito: sedução, fantasia, tempo. Quero um romance longo, quero intimidade. Fazer cena de ciúme, terminar, voltar, amar, brigar de novo, telefonar, pedir desculpas, retornar. Amantes bem comportadas são um tédio. Se eu estivesse no comando, pinçaria do meu caderninho meia dúzia de frases que liquidariam a questão. "Foi bom enquanto durou". "O destino sabe o que faz". "Tudo tem seu preço". "O show deve continuar". Este tipo de clichê. Mas quem está no comando é ela, a que não quer voltar pra cela. Rebelião no presídio feminino: ela fugiu do meu controle. Ela é romântica como uma adolescente. Visceral. Caótica. Ela chora como uma menininha. Cria diálogos tão convincentes durante suas madrugadas insones que chega a acreditar que eles aconteceram. Viajandona. Doce. Áspera. Virginal. Ela me enlouquece. Ela determina a hora de voltar pra casa, e eu aguardo por ela com uma ansiedade quase sexual. Quem está apaixonada? Ela por ele? Eu por ela? Ou tudo não passa de um sentimento solto, sem dono, caçoando de todos nós?
Martha Medeiros