Se a pena que pusesse uma poesia
uma poesia a cada dia na folha de papel
365 poemas, quantos seriam
feitos de mel? Quantos de fel?
Os poemas se embebiam de sentimentos sutis
engoliam cada centelha de vida em mim.
Serão mais embreagados da inóspita tristeza
das águas salgadas das marés?
Ou da distinta alegria dos rios doces?
Como fosse água boa, límpida, transparente;
o poema investiga meu corpo como bisturi
e as palavras inauditas se derramam.
Ai de mim! eu